Les représentations implicites du pouvoir des médias d’information

L’exemple du lancement du Décodex

Auteurs-es

  • Alexandre Joux Aix Marseille Univ et Université de Toulon
  • Brigitte Sebbah Université Toulous 3 Paul Sabatier

Mots-clés :

Fact checking, fake news, post-vérité, épistémologie du journalisme, sources

Résumé

FR. S’appuyant sur des entretiens avec les journalistes à l’origine du Décodex et ceux impliqués dans son fonctionnement, cet article interroge les représentations associées à ce dispositif de signalement de la fiabilité des sources d’information en ligne. Il questionne notamment la représentation de leur travail atypique de fact checking durant le lancement du dispositif, au moment de la campagne présidentielle française, et les ambitions affichées et sous-entendues de ses promoteurs. En effet, le Décodex a ceci de particulier qu’il ne dénonce pas les fake news, comme de nombreux sites de fact checking, mais ambitionne d’identifier les sources qui les propagent. Dès lors, il s’autorise le droit de distinguer parmi les émetteurs de messages en ligne au nom d’un idéal journalistique. Les journalistes du Décodex voient-ils dans leurs pratiques une réaffirmation de la prétention épistémologique du journalisme à dire le vrai contre les fake news ? Comment perçoivent-ils le dispositif dans l’environnement numérique et médiatique ?

Au-delà du discours de réaffirmation de la légitimité journalistique face aux fake news, c’est aussi un discours de l’efficacité des médias de référence qui est promu et de leur utilité sociale. Ainsi, la portée limitée des fake news durant la campagne présidentielle française de 2017 sera expliquée par la responsabilité des médias ayant « pignon sur rue ». En refusant de relayer les fausses informations, les médias d’information ont joué le rôle social de garant d’un débat public équilibré. Mais ce succès revendiqué est aussi un moyen pour la profession de journaliste de ne pas s’interroger sur ses limites, celles-là même qui conduisent aujourd’hui les fact checkers à défendre un journalisme menacé et le Décodex à se présenter comme une entreprise nécessaire.

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EN. Based on interviews with the journalists behind the Decodex project and those involved in its operation, this article examines the representations associated with this service that reports on the trustworthiness of online news sources. In particular, it looks at the representation of the anomalous fact checking at the launch of the service during the French presidential campaign, and the stated and implicit ambitions of its promoters. Indeed, the Decodex is unique in that it does not denounce fake news, like many fact-checking sites, but rather aims to identify the sources that disseminate it. In this way, it grants itself the right to distinguish among the transmitters of online material in the name of a journalistic ideal. Do Decodex journalists see in their practices a reaffirmation of the epistemological claim of journalism to tell the truthful rather than fake news? How do they perceive the service within the online and media environment? Beyond the reaffirmation of journalistic legitimacy vis-à-vis fake news, it is also a discourse on the efficacy of reference media and their social usefulness. For example, the limited presence of fake news during the French presidential campaign of 2017 could be explained by citing the responsibility of the media with its eye on the street; by refusing to relay false information, the news media played the social role of guarantor of a balanced public debate. But this claimed success is also a way for the journalistic profession not to question its limits, the very limits that today lead fact checkers to defend threatened journalism and for the Decodex to present itself as a necessary enterprise.

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PT; Com base em entrevistas com os jornalistas criadores do Decodex e aqueles envolvidos no seu funcionamento, este artigo questiona as representações associadas a esse dispositivo de alerta da confiabilidade das fontes de informação online. Em particular, questiona a representação do seu trabalho atípico de fact checking quando do lançamento do sistema, na época da campanha presidencial francesa, e as ambições declaradas e implícitas de seus promotores. De fato, o Decodex tem a especificidade de não denunciar fake news, como muitos sites de fact checking, mas visa identificar as fontes que as propagam. Portanto, ele se dá o direito de denunciar os emissores de mensagens online em nome de um ideal jornalístico. Os jornalistas do Decodex veriam em suas práticas uma reafirmação da pretensão epistemológica do jornalismo de dizer a verdade contra as fake news? Como eles percebem esse dispositivo no ambiente digital e midiático?

Para além do discurso de reafirmação da legitimidade jornalística diante das fake news, é também um discurso da eficácia dos meios de comunicação de referência que se promove, e de sua utilidade social. Assim, o impacto limitado das fake news durante a campanha presidencial francesa de 2017 será atribuído à mídia oficial. Ao recusar transmitir informações falsas, a mídia de informação desempenhou o papel social de garantidor de um debate público equilibrado. Mas esse sucesso reivindicado é também uma forma de a profissão jornalística não questionar seus limites, esses que hoje levam os fact checking a defender um jornalismo ameaçado e o Decodex a se apresentar como um empreendimento necessário.

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Publié-e

2020-06-15