L'égalité sous contrainte

Pratiques des référent·es en école de journalisme

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.25200/SLJ.v15.n1.2026.639

Palabras clave:

journalisme, formation, discriminations, institutionnalisation, référent·es égalité

Resumen

FR. À partir de l’émergence de la mission des référent·es Égalité et lutte contre les discriminations (RELD) au sein des formations de journalisme reconnues par la profession en France, l’article questionne la manière dont le sujet de la lutte contre les discriminations s’insère et est pris en compte dans ces écoles les plus légitimées. Celui-ci, issu d’une enquête empirique réalisée dans le cadre d’un mémoire de master 2, croise une analyse de contenu à partir d’une indexation des sites des formation et de leurs tutelles universitaires (n=25) à une analyse de discours par un codage thématique des entretiens semi-directifs réalisés avec les RELD de 9 établissements, reflétant l’hétérogénéité des statuts de ces établissements (1 privé, 1 grand établissement, 7 publics) et de la composition professionnelle des RELD (5 journalistes, 4 enseignant·es-chercheur·euses). Centrée sur les RELD des plus investie·es, l’enquête met en lumière des logiques, représentations et pratiques façonnées moins par les normes journalistiques que par les processus d’institutionnalisation de la lutte contre les discriminations dans l’enseignement supérieur. Le sexisme apparaît comme la thématique la plus légitimée, sous l’effet conjoint de politiques publiques relatives aux violences sexistes et sexuelles et d’une dynamique post-#MeToo. Cependant, des impensés persistent concernant les discriminations dans leur ensemble, ainsi qu’une tendance à l’idéalisation des valeurs partagées, à la maîtrise interne des contenus de formation et à une féminisation des engagements. Les RELD jouent un rôle central dans ce processus. Agissant en tant que street-level bureaucrats (Lipsky, 1980), iels adaptent localement les dispositifs. Si l’engagement en faveur d’une politique de lutte contre les discriminations se traduit principalement par des actions symboliques et communicationnelles, les initiatives en faveur d’une action transformatrice reposent davantage sur des investissements individuels et fragmentés, souvent au sein de « micro-collectifs affinitaires » engagés.

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EN. Drawing on the emergence of the role of Equality and Anti-Discrimination Officers (Référent Égalité et lutte contre les discriminations - RELD) within journalism courses recognised by the profession in France, this article examines how the issue of combating discrimination is integrated and addressed in these most established schools. This study, based on an empirical survey conducted as part of a Master’s dissertation, combines content analysis—using an index of the training programmes’ websites and their academic supervisory bodies (n=25)—with discourse analysis through thematic coding of semi-structured interviews conducted with RELDs from nine institutions, reflecting the heterogeneity of these institutions’ statuses (1 private, 1 prestigious institution, 7 public) and the professions of the RELDs (5 journalists, 4 lecturer-researchers). Focusing on the most committed RELDs, the study highlights logics, representations and practices shaped less by journalistic standards than by the processes of institutionalising the fight against discrimination in higher education. Sexism appears to be the most widely recognised issue, driven by a combination of public policies addressing gender-based and sexual violence and the post-#MeToo movement. However, blind spots persist regarding discrimination in general, alongside a tendency to idealise shared values, to maintain internal control over training content, and to see women taking the lead in these efforts. RELDs play a central role in this process. Acting as ‘street-level bureaucrats’ (Lipsky, 1980), they adapt the mechanisms locally. Whilst commitment to anti-discrimination policy is mainly reflected in symbolic and communicational actions, initiatives for transformative action rely more on individual and fragmented efforts, often within committed ‘affinity micro-collectives’.

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PT. Partindo do surgimento da figura do responsável pela igualdade e combate às discriminações (référent·es Égalité et lutte contre les discriminations – RELD) nos cursos de jornalismo reconhecidos pela profissão na França, o artigo questiona como o tema do combate às discriminações se insere e é levado em conta nessas escolas mais legitimadas. O estudo, baseado em uma pesquisa empírica realizada no âmbito de uma dissertação de mestrado, combina a análise de conteúdo a partir da indexação dos sites dos cursos e das universidades às quais estão vinculados (n=25) com a análise do discurso por meio da codificação temática de entrevistas semiestruturadas com os/as RELD de 9 instituições. A amostra reflete a diversidade de status das instituições (1 privada, 1 grand établissement, 7 públicas) e de profissão dos/das RELD (5 jornalistas, 4 professores/as-pesquisadores/as). Ao focar nos/nas RELD mais engajados/as, a pesquisa evidencia lógicas, representações e práticas moldadas não tanto pelas normas jornalísticas, mas pelos processos de institucionalização do combate às discriminações no ensino superior. O sexismo surge como a temática mais legitimada, devido ao efeito conjunto de políticas públicas voltadas às violências sexista e sexual e da dinâmica pós-#MeToo. Entretanto, persistem pontos cegos em relação às discriminações em geral, bem como uma tendência à idealização dos valores compartilhados, ao controle interno dos conteúdos dos cursos e à feminização dos engajamentos. Os/as RELD têm um papel central nesse processo. Atuando como street-level bureaucrats (Lipsky, 1980), eles/elas adaptam os dispositivos localmente. Enquanto o engajamento em favor de uma política de combate às discriminações se reflete, principalmente, em ações simbólicas e comunicacionais, as iniciativas em prol de uma ação transformadora dependem mais de investimentos individuais e fragmentados, frequentemente no âmbito de “microcoletivos de afinidade” engajados.

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Publicado

24-06-2026

Cómo citar

Bachimont, C. (2026). L’égalité sous contrainte: Pratiques des référent·es en école de journalisme. Sur Le Journalisme, About Journalism, Sobre Jornalismo, 15(1), 80–97. https://doi.org/10.25200/SLJ.v15.n1.2026.639